Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, afirmou nesta sexta-feira que vai trabalhar em uma jornada “7×0” para reeleger o presidente Lula. A declaração ocorreu durante discurso em ato do Dia do Trabalho na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, na capital paulista.
“Agora nós vamos votar pela jornada 5×2 de 40 horas para o trabalhador. E vamos trabalhar na jornada 7 por 0 para eleger o presidente Lula. Porque nós não vamos descansar enquanto não chegar outubro”, disse Haddad. Ele acrescentou que é preciso ter um horizonte que não seja o “desastre que foi o governo anterior” e que não se pode medir esforços para lutar por um país que avance social, econômica e na dignidade humana.
O evento contou com a participação da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet. Ambas são cotadas para disputar o Senado por São Paulo na chapa encabeçada por Haddad.
Segundo Haddad, a reeleição de Lula é necessária para que o próximo governo não atenda apenas aos interesses “do andar de cima”, que segundo ele se baseiam em vender patrimônio público e retirar direitos trabalhistas. Ele criticou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema: “Esses dias o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema disse que vai vender finalmente a Petrobras e o Banco do Brasil. É assim que eles pensam. E a outra agenda é cortar os direitos de vocês, trabalhadores. Só se ouve falar disso.”
Haddad defendeu que a mobilização deve continuar até outubro para garantir a reeleição do presidente Lula e evitar um governo voltado apenas para interesses econômicos restritos. Ele reforçou a necessidade de união dos trabalhadores em torno da campanha, contrastando com o que chamou de agenda de venda de estatais e retirada de direitos. O ato do Dia do Trabalho reuniu lideranças sindicais e políticas em apoio à candidatura petista.
