05/08/2026
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Convenções terminam e negociação passa às executivas

Convenções terminam e negociação passa às executivas

A última convenção partidária deste ciclo eleitoral, a da federação PT-PV-PCdoB, começou com um anticlímax. O petista Leandro Grass anunciou que o evento defenderia uma aliança, mas que “nela oficializaremos minha candidatura ao governo”.

Na prática, isso indicou que não haveria uma revisão na chapa para viabilizar a frente de esquerdas com PSB, PDT, PSOL e demais partidos, mesmo com a insistência de Grass em uma frente ampla.

O cenário partidário, porém, ainda não está totalmente definido. A maioria dos partidos, incluindo os de esquerda, transferiu para suas executivas o poder de completar as chapas e até de trocar nomes. Existe prazo legal para isso, e chapas completas são mais exceção do que regra.

Entre as principais candidaturas, as de José Roberto Arruda, Paula Belmonte e Ricardo Cappelli ainda não definiram os vices nem os dois nomes para o Senado. Essa definição precisa ocorrer dentro do prazo previsto na legislação eleitoral.

Com o fim das convenções, uma mudança estrutural que unisse PT e PSB só aconteceria com a interferência do Planalto. Esse é um entendimento compartilhado por integrantes das seções locais dos dois partidos.

Esse tipo de ação direta já ocorreu em eleições passadas. Lula decidiu pela entrega da cabeça de chapa no Distrito Federal ao PV e, neste ano, o PT retirou seus candidatos no Rio Grande do Sul e em Pernambuco.

Desta vez, contudo, é pouco provável que o presidente da República assuma esse papel no DF. A repercussão nacional seria pequena e o impacto na votação presidencial seria quase nulo.

Atualmente, nem os principais partidos de esquerda acreditam nessa possibilidade.

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