04/08/2026
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PL lança Michelle ao Senado e Flávio à Presidência no DF

PL lança Michelle ao Senado e Flávio à Presidência no DF

A convenção do Partido Liberal (PL) ocorreu neste domingo (2), no Parque da Cidade, em Brasília. O evento tinha como objetivo lançar a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado Federal. A ex-primeira-dama, no entanto, não compareceu por causa de uma hospitalização. Ela segue sem participar de eventos públicos ao lado do enteado Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência com apoio do pai, Jair. Apesar da ausência, a candidatura dela pelo Distrito Federal está confirmada. A governadora e candidata à reeleição Celina Leão também esteve presente.

Flávio chegou ao local às 19h e discursou para pouco menos de duas mil pessoas. Ele voltou a defender a castração química para autores de crimes sexuais e a redução da maioridade penal para 14 anos. Também citou o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que os ministros “voltarão a respeitar a Constituição” em um eventual governo seu. “E vamos anistiar os presos do 8 de janeiro. O Distrito Federal vai ver Jair Bolsonaro em liberdade”, disse. O discurso durou menos de cinco minutos.

Celina, ao falar, contou que Bia Kicis revelou que o primeiro voto para deputada distrital que a hoje candidata ao Senado registrou na urna foi nela. “Hoje, quero te recompensar esse voto”, declarou, de mãos dadas com a deputada. O presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, acompanhava o evento na primeira fila, ao lado de Bia Kicis, Thiago Manzoni, candidato à Câmara Federal, e de Alberto Fraga e Izalci Lucas. Estes dois últimos também participaram da convenção do PSD que lançou José Roberto Arruda ao Palácio do Buriti. Em seus discursos, Izalci pediu votos para Flávio Bolsonaro, enquanto Fraga falou em “grupo político”, sem citar o candidato à Presidência. A senadora Damares Alves não discursou, mas foi mencionada por Celina.

Os candidatos a deputados distritais mais aplaudidos foram André Kubitscheck e Joaquim Roriz Neto, que carregam sobrenomes tradicionais no Distrito Federal. Durante os discursos, apoiadores começaram a deixar o estacionamento 11 por volta das 18h45. A estimativa da organização era de 5 mil pessoas no local, e cerca de 100 seguranças foram contratados de duas empresas privadas. Poucos deles, porém, acreditavam que essa projeção seria alcançada. “No máximo, mil e quinhentas”, afirmou um segurança, sem se identificar.

Todos os 13 candidatos à Câmara dos Deputados e os 43 postulantes à Câmara Legislativa (CLDF) discursaram. Com tantas falas, houve declarações contraditórias. Uma candidata da área da Saúde relatou os impactos da crise sanitária da covid-19. Já Júlia Lucy, que tenta voltar à política após quatro anos, disse que se orgulhava de participar da campanha em nome de Jair Bolsonaro, “o único que teve a coragem de falar a verdade sobre a farsa da pandemia”.

Helder Oliveira se apresentou como “ex-travesti”, afirmou ter sido salvo “pelo pastor Sóstenes Cavalcanti e por Nikolas Ferreira” e se colocou como contraponto a Erika Hilton (PSOL). Isac Hille, que se disse “o candidato da juventude”, usou seu tempo para relembrar 2023. “O único pré-candidato réu pelo dia 8 [de janeiro], preso por lutar pelo meu país”, discursou. Edna Borges, que se identificou como “presa política”, declarou que recebeu, pela primeira vez, permissão para sair de casa aos fins de semana.

Uma das últimas a discursar foi Bia Kicis. Ela prometeu “impeachment dos ministros do STF que não cumprirem a Constituição”. “Vamos libertar Jair Messias Bolsonaro e os presos do 8 de janeiro”, disse, e pediu que os apoiadores “fossem sem medo”.

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