Em campanha para o Palácio do Buriti pela segunda vez, o ex-deputado distrital Leandro Grass tem percorrido todas as cidades do Distrito Federal. Como parte da rotina, ele não se recusa a conversar com possíveis apoiadores. Foi assim que recebeu uma longa aula de bater leque.
No início, Grass parecia desajeitado e a ideia de aprender a arte parecia improvável. A professora era Madu Krasny, uma mulher trans que se apresenta como travesti, negra, periférica e militante LGBTQIA+ do DF. Ela também é pré-candidata a distrital pelo PSOL/DF em 2026.
Graduada em Letras – Português pela UnB e assessora parlamentar, Madu lembra que foi a travesti mais votada nas eleições de 2022, quando tentou uma vaga na Câmara pela primeira vez. Ao final da aula, Grass conseguiu superar o perfil desajeitado e recebeu aprovação.
O PT brasiliense deve definir no sábado suas nominatas para deputado federal e distrital. As negociações com o PV e, principalmente, com o PCdoB sobre a cessão de vagas para as eleições proporcionais avançaram. A federação PT-PV-PCdoB tem direito a nove vagas para deputado federal, das quais cinco cabem ao PT. PV e PCdoB ficam com duas vagas cada.
Como o PCdoB ainda não apresentou candidaturas consistentes, a negociação para ceder espaço aos candidatos petistas está avançada. São dez nomes já colocados, muitos com campanhas montadas. O impasse também ocorre para a Câmara Legislativa, mas de forma menos intensa.
Com o lançamento das candidaturas majoritárias marcado para o dia 19, terça-feira, a decisão foi delegada ao diretório regional do PT. O diretório é composto formalmente por 46 integrantes titulares e seus suplentes, seguindo o padrão do estatuto nacional para unidades com o porte eleitoral do DF. O comando é da Executiva, que tem 15 membros, incluindo todos os deputados federais e regionais do partido.
