16/08/2026
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Bens de Marcelinho e Edmundo superam os de Lula e Flávio Bolsonaro

Bens de Marcelinho e Edmundo superam os de Lula e Flávio Bolsonaro

As declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral mostram a diferença de patrimônio entre ex-jogadores de futebol e políticos. Marcelinho Carioca declarou R$ 45,4 milhões e Edmundo, R$ 16 milhões. Somados, os dois ex-atletas totalizam R$ 61,4 milhões em bens registrados no TSE.

No cenário político nacional, apenas nomes ligados ao grande empresariado e ao agronegócio, como Romeu Zema (R$ 178,7 milhões) e Ronaldo Caiado (R$ 52,5 milhões), têm valores que se comparam aos dos ex-jogadores.

Sem contar os magnatas e donos de holdings, a classe política tradicional fica muito atrás. O patrimônio de Marcelinho e Edmundo juntos é mais de quatro vezes maior que a soma dos bens de Luiz Inácio Lula da Silva (R$ 4,8 milhões) e Flávio Bolsonaro (R$ 8,2 milhões).

No Distrito Federal, a diferença também chama atenção. A soma dos bens dos principais candidatos ao Palácio do Buriti — Celina Leão (R$ 440 mil), José Roberto Arruda (R$ 830,1 mil), Leandro Grass (R$ 285 mil) e Paula Belmonte (R$ 1,8 milhão) — não chega a R$ 3,5 milhões. Esse total representa menos de 6% do montante declarado pelos dois ex-atletas.

Os dados mostram duas realidades distintas. De um lado, estão os que conseguiram construir patrimônios milionários na vida privada, como os astros do futebol, que tiveram contratos de imagem, luvas e investimentos imobiliários. Do outro, estão os políticos de carreira, cujas declarações costumam ser baseadas em salários públicos e imóveis registrados pelo valor de compra, sem correção.

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