21/07/2026
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Spurs-Knicks: 3 chaves para o Jogo 4

As finais da NBA de 2026 chegam ao jogo 4 com a série entre New York Knicks e San Antonio Spurs em 2 a 1 para os Knicks. A partida acontece nesta quarta-feira, no Madison Square Garden, em Nova York, às 20h30 (horário de Brasília), com transmissão da ABC.

A diferença entre uma vantagem de 3 a 1 e um empate em 2 a 2 é grande na história das finais. O primeiro cenário indica domínio e quase garante o título. O segundo mostra que a série será longa e está indefinida. É isso que está em jogo no jogo 4.

Os Knicks querem aumentar a vantagem e ficar mais perto do campeonato. Os Spurs buscam o empate e recuperar o mando de quadra, mesmo que isso tenha menos peso nesta série. A resposta deve vir da compostura dos jovens do Spurs, da defesa contra Jalen Brunson, da atuação de Victor Wembanyama e dos ajustes de cada time.

1. A evolução de Wembanyama

Wembanyama parece mais confortável nos últimos seis quartos da série. Ele não foi perfeito, errou um passe no fim do jogo 2 e perdeu um arremesso no estouro do cronômetro na mesma partida. Fora isso, foi o melhor jogador em quadra, com impacto nos dois lados da quadra.

No jogo 3, ele fez 32 pontos. Stephon Castle fez 23. Eles se tornaram os primeiros companheiros com 22 anos ou menos a marcar 20 pontos ou mais em um jogo de finais da NBA.

“Acho que melhorei muito, muito, porque assistindo a filmes dos anos anteriores, às vezes eu só arremessava”, disse Wembanyama. “A eficiência e o propósito estão muito melhores agora.”

Ele está mais agressivo no ataque, não abusa de arremessos de três pontos e cobre bem a quadra na defesa. O Spurs costuma colocar um jogador menor para marcar Karl-Anthony Towns e deixa Wembanyama em outro jogador, como Josh Hart. Assim, Wembanyama ajuda na defesa quando Towns parte para o garrafão. Isso funcionou no jogo 3, limitando a produção de Towns.

2. Brunson em busca do ritmo

Brunson acertou os arremessos mais importantes da série, no fim dos dois primeiros jogos, ambos vencidos pelos Knicks. Mas ele precisa melhorar a eficiência. Nos três jogos, os Knicks tiveram que correr atrás do placar, em parte por causa dos problemas de Brunson nos arremessos.

Ele acerta apenas 37% dos arremessos na série e 32% nas bolas de três. Ele tenta 27 arremessos por jogo, mais que qualquer outro no Knicks. No total, são 81 arremessos para 82 pontos. A imprecisão dele tira oportunidades de Towns, que não marcou pontos no quarto período da série, e de OG Anunoby, ambos com aproveitamento melhor.

“É muito importante que ele receba a bola e participe, não só no quarto período, mas durante todo o jogo”, disse o técnico dos Knicks, Mike Brown, sobre Towns. “Preciso fazer um trabalho melhor para envolvê-lo durante a partida e também no fim.”

Brunson tem média de 4,3 assistências nas finais e tantos erros de ataque quanto assistências. Ele enfrenta uma defesa sólida do Spurs, que conseguiu conter Shai Gilgeous-Alexander nas finais do Oeste. Castle é agressivo e atlético, e o Spurs coloca defensores extras no caminho de Brunson.

“O mais importante é não perder a bola”, disse Brunson sobre seus objetivos para o jogo 4. “Dar oportunidade ao meu time.”

3. O fator surpresa

No jogo 3, De’Aaron Fox foi o jogador que fez a diferença para o Spurs, com uma cesta nos segundos finais. Outros nomes podem ter uma atuação de destaque no jogo 4.

Keldon Johnson, do Spurs, vencedor do prêmio de sexto homem do ano em 2025-26, tem tido dificuldades na série. Ele tem média de 4,3 pontos. Com ele irregular, o Spurs precisa usar o novato Carter Bryant, que comete erros.

Luke Kornet, também do Spurs, sofre quando Wembanyama descansa. Quando o reserva entra, os Knicks atacam com Towns. Kornet não é ameaça no ataque (um arremesso em três jogos) e tem média de três rebotes. O Spurs precisa de um Kornet mais parecido com o que foi importante pelo Boston Celtics campeão em 2024.

Dylan Harper, novato do Spurs, também tem se destacado na série.

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