10/08/2026
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PIB da FGV sobe 0,7% em maio, puxado por agro e serviços

PIB da FGV sobe 0,7% em maio, puxado por agro e serviços

O Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), apontou alta de 0,7% na atividade econômica brasileira em maio, na comparação com abril. Em relação a maio de 2025, o crescimento foi de 1,2%. O resultado foi influenciado pelas taxas positivas na agropecuária e no setor de serviços, combinadas com a estabilidade da indústria. No acumulado em 12 meses até maio, a taxa foi de 1,7%.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV, Juliana Trece, o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo da economia. Ela destacou, porém, fragilidades na composição do resultado: o crescimento da agropecuária ocorreu após uma sequência de retrações, a indústria mostrou perda de fôlego e apenas os serviços tiveram resultado um pouco melhor que a média do início do ano.

Pelo lado da demanda, o crescimento se concentrou no consumo das famílias, enquanto exportações e investimentos recuaram. Isso reforça a dependência desse componente e sinaliza um início de arrefecimento da atividade econômica. O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia usando as mesmas fontes de dados e metodologia do IBGE.

No trimestre móvel encerrado em maio, o PIB cresceu 1,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O consumo das famílias subiu 3,3%, impulsionado principalmente por serviços e bens duráveis, que contribuíram com mais de 60% para o resultado positivo geral.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos no PIB, subiu 2,0% no trimestre encerrado em maio ante o mesmo período de 2025. A pesquisa apontou um fortalecimento consistente desse indicador nos últimos anos. As exportações tiveram elevação de 4,3%, com cerca de 70% do desempenho vindo de serviços, bens de capital e bens de consumo.

As importações aumentaram 8,9% no trimestre terminado em maio de 2026 ante o mesmo trimestre de 2025, puxadas por serviços e bens de consumo. No caso dos serviços, o destaque foi para telecomunicação, computação e informações. Nas importações de bens de consumo, o principal destaque foram os automóveis.

Em termos monetários, o PIB alcançou R$ 5,466 trilhões no acumulado até maio de 2026, em valores correntes. A taxa de investimento da economia foi de 18,6% no mês de maio.

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