A Polícia Civil de São Paulo investiga uma funcionária bancária suspeita de desviar mais de R$ 511 mil das contas de um casal de idosos em Palmital, no interior paulista. Segundo as apurações, o principal titular da conta possui diagnóstico de Alzheimer, condição que teria facilitado a ação criminosa ao longo de vários meses.
Nesta quinta-feira (21), agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência da investigada. Durante a operação, foram recolhidos dois aparelhos celulares e diversos extratos bancários que agora passarão por análise pericial. De acordo com os investigadores, o dinheiro retirado das contas dos idosos teria sido utilizado para despesas pessoais da suspeita.
O caso começou a ser apurado após familiares perceberem movimentações financeiras consideradas incompatíveis com o perfil das vítimas. As investigações indicam que os desvios ocorriam desde o fim de 2023 por meio de transferências realizadas sem autorização do casal. A polícia trabalha com a hipótese de que a funcionária se aproveitava da proximidade e da confiança construída com os clientes para efetuar as operações ilegais.
Conforme a Polícia Civil, a mulher confessou o crime durante o depoimento prestado aos investigadores. O material apreendido será examinado para identificar o destino dos recursos desviados e verificar se outras pessoas participaram do esquema. A suspeita poderá responder pelos crimes de furto mediante abuso de confiança e invasão de dispositivo informático.
Em outro caso recente no estado, a Polícia Civil de São Paulo prendeu um ex-funcionário de uma agência bancária no litoral paulista suspeito de desviar cerca de R$ 200 mil de contas de clientes idosos. Investigações apontam que o homem utilizava dados pessoais dos correntistas para realizar empréstimos e transferências não autorizadas. O suspeito foi detido em flagrante após uma das vítimas, uma senhora de 78 anos, registrar boletim de ocorrência ao notar descontos indevidos em seu extrato. A polícia alerta que idosos são alvos frequentes desse tipo de crime e recomenda que familiares acompanhem de perto as movimentações financeiras de parentes com idade avançada ou condições de saúde que os tornem mais vulneráveis.
