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Tesouro Direto bate recorde histórico em julho com R$ 11,67 bi

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Tesouro Direto bate recorde histórico em julho com R$ 11,67 bi
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O Tesouro Direto registrou em julho o melhor resultado da história para o mês, com vendas de R$ 11,67 bilhões em títulos públicos. O número foi divulgado nesta terça-feira (25) pelo Tesouro Nacional. O desempenho foi impulsionado pelo novo título Tesouro Reserva, indexado à Selic.

O valor é o terceiro maior do ano, ficando atrás apenas de março, quando as vendas chegaram a R$ 14,79 bilhões. Na comparação com junho, houve queda de 20,98%. Já em relação a julho de 2024, o crescimento foi de 60,65%.

Os títulos ligados aos juros básicos foram os mais vendidos, somando 51,2% das operações. As Letras Financeiras do Tesouro (LFT) responderam por R$ 4,18 bilhões, o que representa 35,8% do total. O Tesouro Reserva, que funciona de forma parecida com as caixinhas de bancos digitais, acumulou R$ 1,79 bilhão, ou 15,3% das vendas.

Os papéis corrigidos pelo IPCA tiveram participação de 27,1% nas vendas. Os títulos prefixados ficaram com 15,5%. O Tesouro Renda+, voltado para aposentadorias, respondeu por 4,3%, e o Tesouro Educa+, para poupança de ensino superior, teve 1,9% de participação.

O Tesouro Nacional atribuiu o interesse pelos títulos atrelados à Selic ao patamar atual da taxa básica de juros, que está em 14% ao ano. Os papéis indexados à inflação também seguem chamando a atenção dos investidores por causa da expectativa de alta do IPCA nos próximos meses.

O estoque total do programa chegou a R$ 272,26 bilhões no fim de julho. O valor representa alta de 3,73% sobre junho e de 46,58% na comparação com julho do ano passado. O aumento foi puxado pela correção dos papéis e pelo saldo positivo entre vendas e resgates, que ficou em R$ 7,37 bilhões no mês.

No mês, 270.502 novos participantes entraram no Tesouro Direto. O total de investidores cadastrados chegou a 36.124.180. Nos últimos 12 meses, o número acumulou alta de 9,51%. Os investidores ativos, com operações em aberto, somaram 3.808.491, um crescimento de 22,89% em um ano.

A maioria das operações foi de valor reduzido. Aplicações de até R$ 5 mil representaram 78,4% das 1.444.518 vendas feitas em julho. As de até R$ 1 mil corresponderam a 55,5% do total. O valor médio por operação foi de R$ 8.076,26.

Os investidores seguiram preferindo títulos de médio prazo. Papéis com vencimento em até cinco anos responderam por 43,4% das vendas. As operações entre cinco e dez anos somaram 39,8%, e os títulos com prazo acima de dez anos representaram 16,8% do total.

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